O Dia dos Favoritos no The Open: Scheffler e DeChambeau brilham, enquanto McIlroy sofre nos greens

A primeira rodada do 154º Open Championship, disputada nesta quinta-feira (16) nas dunas de Royal Birkdale, entregou exatamente o que se espera de um Major: atuações cirúrgicas de grandes nomes e o drama clássico dos campos estilo links. Enquanto Scottie Scheffler e Bryson DeChambeau mostraram por que estão no topo da cadeia alimentar do esporte e se posicionaram entre os líderes, Rory McIlroy viveu mais uma tarde frustrante.

DeChambeau coloca os músculos (e a cabeça) para trabalhar Bryson DeChambeau iniciou sua caminhada com uma volta sólida, através de um jogo de potência combinado com uma estratégia refinada. O “Cientista” adaptou com sucesso seu estilo bombástico para o terreno firme de Birkdale, controlando as distâncias para evitar os perigosos pot bunkers que puniram boa parte do field.

O homem está voando! Bryson parece ter finalmente decifrado o código de como jogar no Reino Unido sem precisar explodir cada drive. Ele jogou com inteligência, usando o vento a favor e sendo impecável nos wedges. Se o putter continuar quente como estava na estreia, vai ser difícil segurar o grandalhão. Do jeito que a coisa anda, a Claret Jug pode muito bem acabar nas mãos de um jogador da LIV este ano.

A aula de consistência de Scottie Scheffler Compartilhando o protagonismo do dia, o número 1 do mundo, Scottie Scheffler, começou a defesa do seu título com uma volta consistente abaixo do par, garantindo seu lugar no pelotão de frente. Navegando pelo rough castigado e acertando a maioria dos greens em regulação, ele demonstrou seu habitual e invejável controle de bola.

O Scottie é uma máquina, não tem jeito. O cara joga um golfe tão sem drama que até parece fácil de se fazer. Ele não se afoba, não erra o lado bom do erro e, quando precisa, o scrambling dele salva o par de forma mágica. É o favorito de todo mundo no clube, e com razão. Defender o título no Open é para poucos, mas do jeito que ele começou, a confiança está lá no teto.

O drama de Rory McIlroy nos greens No extremo oposto das emoções, Rory McIlroy teve uma estreia para ser esquecida. O norte-irlandês terminou o dia longe da liderança devido a sucessivos erros em putts curtos. O mais amargo? Ele foi um dos melhores do dia em strokes gained do tee ao green, mas simplesmente não conseguiu converter as chances de birdie, deixando escapar a oportunidade de aproveitar as condições favoráveis do campo.

É de chorar ver o Rory jogando desse jeito. O cara amassa a bola, coloca todas no bico da bandeira e, na hora de fechar a conta, o putter congela. Foram pelo menos três ou quatro buracos onde o par era obrigação e o birdie era o cenário mais provável, mas a bola teimou em não cair. Ele precisa dar um jeito nesse putting urgentemente para a segunda rodada. Caso contrário, será mais um doloroso ano de “quase” para a conta.

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